O que foi que aconteceu ao Google PageRank?

O que foi que aconteceu ao Google PageRank?



Em 2016, o Google anunciou publica e oficialmente que a barra de ferramentas referente ao PageRank iria deixar de estar disponível para público em geral. Ou seja, apesar de a nível interno os dados associados a esta métrica ainda serem usados e tidos em consideração, eles já não estão visíveis ou disponibilizados ao público em geral.

Após o anúncio, em abril do ano transato, o Google cortou o acesso à sua barra de ferramentas oficial ao público, bem como a outras entidades que recorriam aos dados para as suas próprias ferramentas.

Apesar de esta situação ter dado azo a muita confusão junto de muitos webmasters e especialistas em SEO, o certo é que a empresa já estava a avisar que o ia fazer desde 2013, pelo que não foi propriamente uma surpresa. Por um lado, fez com que os webmasters não ficassem obcecados pelos PageRank e, por outro, fez com que se preocupassem também com outras métricas.

Mas, o que é o Google PageRank?

Trata-se de um dos fatores de ranqueamento mais importantes para o Google, que é usado para determinar, na prática, a autoridade geral de uma página web, numa escala que vai de 0 a 10. Nesse sentido, um número é atribuído a cada página em resultado da sua qualidade e, concomitantemente, dos links que apontam para a mesma. Por isso, é também um algoritmo que se baseia nos inbound links e, quanto mais links de qualidade e relevantes estiverem a apontar para o seu site/blog e a passar juice para os mesmos, desde que forma natural, melhor.

A obsessão pelo PageRank

A importância que era (e é) atribuída ao PageRank despoletou uma autêntica obsessão pelo mesmo, junto de diversos usuários, desde blogueiros, a webmasters e especialistas em SEO. Isto, por sua vez, resultou também em práticas pouco recomendadas e mal vistas pelo Google, como é o caso da venda de links.

Na verdade, muitas pessoas aproveitaram a importância desta métrica para venderem links nos seus blogs e sites, assim que constataram que os mesmos estavam bem classificados em termos de PR.

Como pode calcular, isto é algo que o Google não recomendava e, claro, podia até levar a uma eventual penalização, caso houvesse evidências que alguém estava a tentar enganar o sistema. Afinal, o motor de busca pretende que a classificação dos sites, no que concerne ao PR, seja feita de um modo natural, através do seu valor.

Devo esquecer o PageRank por completo?

Não necessariamente. Na realidade, deverá estar sempre atento aos aspetos que o Google tinha (e continua a ter) em consideração para definir o PR das páginas. Além do mais, o Google continuará a usar o PageRank, quando quiser determinar como posicionar determinado conteúdo nos seus resultados de busca. A única diferença é que as pessoas deixam de ter acesso ao resultado dessa classificação.

Assim sendo, os blogueiros devem continuar a preocuparem-se com a qualidade geral do conteúdo dos seus projetos online, a qual poderá resultar em incoming links naturais que, em última análise, subirão o seu PR.

Fatores que deve ter em atenção para além do PageRank

Existem especialistas que sugerem que o Google atualmente tem em consideração cerca de 200 fatores para posicionar as páginas nos seus resultados de busca. O Brian Dean, do Backlinko.com, uma das maiores autoridades no que respeita a SEO, criou uma lista extensa com tais fatores. Entre estes, podemos enfatizar os seguintes:

A idade do domínio

Um domínio novo não é tão valioso para o Google como um que já tem alguns anos, especialmente quando estes têm um historial limpo e um perfil de links natural. Por isso é que, dependendo do nicho, alguns blogs e sites quando utilizam domínios novos demoram a arrancar.

Atualizações regulares

O Google gosta de projetos que são atualizados com regularidade. Por isso, é importante que adicione conteúdos “frescos” ao seu blog ou site sempre que possível, pois ajuda o mesmo a demarcar-se de projetos estagnados.

Criação de links internos

Apesar dos links externos serem fulcrais, os internos são também essenciais. Além de facilitarem a navegação no seu site, ajudando os usuários a encontrarem páginas relevantes, os links internos podem também diminuir a taxa de rejeição.

Densidade de palavras-chave

A densidade da sua palavra-chave pode transmitir aos motores de busca que a mesma é mais relevante do que outras no seu texto. Mesmo assim, não deverá exagerar, certificando-se que a mesma deambula entre os 0,5 a 1,5% no seu texto.

Presença das keywords no domínio

Muito já foi dito sobre essa questão, mas o certo é que a presença de palavras-chave no domínio, especialmente de topo, continua a ser relevante. Teorias sugerem também que se a palavra-chave for a primeira palavra do domínio pode ter também vantagens.

Informação do domínio pública vs. privada

Segundo Matt Cutts, um dos gurus do Google, ter a informação sobre a propriedade de um domínio privada pode ser um sinal de que o webmaster tem algo a esconder, pois a maioria das pessoas não o fazem. Embora isso não prove nada, quando associado a outros sinais negativos, pode ser um grande sinal de alerta para o Google. Por isso, mantenha a informação dos seus domínios pública sempre que possível.

Palavra-chave no título da página e descrição

Além do conteúdo, não deve esquecer que o título da sua página ou post é também muito importante. Nesse sentido, deverá conter a palavra-chave que deseja, para potenciar a sua otimização. Teorias sugerem também que quanto mais à esquerda (no início) estiver a palavra-chave melhor. Além do título, deverá certificar-se de incluir a sua palavra-chave na meta-descrição.

Qualidade do conteúdo

Para fomentar as suas hipóteses de receber links orgânicos, não deverá descurar naturalmente a qualidade do seu conteúdo. Nesse sentido, é importante que você crie sempre textos originais, relevantes e extensos sobre uma determinada matéria. A par disso, escrever textos isentos de erros ortográficos e gramaticais é também muito importante.

Qualidade dos incoming links

Os links continuam a ser importantes, mas não menos importantes são a qualidade e relevância dos mesmos. Assim sendo, os melhores links são os provenientes de sites com bom PR e autoridade a nível de DA e PA e, em simultâneo, relevantes, isto é, de um nicho próximo dos mesmos.

Utilização de certificados de segurança

Atualmente, o Google privilegia páginas vistas como sendo seguras. Por isso mesmo, a utilização de certificados de segurança é uma forma de conferir maior segurança aos blogs e sites e, ao mesmo tempo, proteger os usuários que visitam e usam os mesmos.

Validade do domínio

Outro aspeto importante a ter em consideração é a validade dos domínios. Os projetos sérios devem renovar os seus domínios por alguns anos, uma vez que os projetos pouco credíveis e amadores raramente o fazem.

Velocidade de carregamento

O Google, bem como outros motores de busca, recorre também à velocidade de carregamento, quer nos computadores convencionais, quer nos dispositivos móveis, como fator de posicionamento.

Estes são, então, alguns dos principais aspetos de otimização do seu site que deverá ter em atenção, para beneficiar de um melhor posicionamento e não se concentrar somente no PageRank como poderia ter tendência a fazer anteriormente. Para ajudar a otimizar o seu projeto, poderá também familiarizar-se com as nossas ferramentas de SEO


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